O Pequeno-Gigante

O Pequeno-Gigante

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Em uma noite de luar, para encantar, colorir e dar sentido às nossas vidas, nasceu. Nasceu antes da hora, pequenino e frágil. Porém, por dentro, grandioso e forte. Em 30 de novembro de 2012, deu o ar da graça, trazendo graça e alegria às nossas vidas.
Aos sete meses de formado no ventre, adiantou-se, mostrando já daí sua personalidade forte e incisiva. Foi um bebê risonho e agitado. Para colocar uma fralda era dificultoso, com o balanço de suas perninhas e o grito de menino levado. Venceu muitas idas ao hospital para acompanhamento de sua saúde frágil, carregando sempre um sorriso no rosto.
Certo dia, já com seus dois aninhos, caiu na escola, machucou-se a ponto de ficar sem andar. Mesmo assim, seu sorriso estava presente. Com muitas orações e súplicas, em exatos dez dias o guerreiro voltou a caminhar, vencendo mais uma batalha.
Aos três anos, já sentindo a dificuldade da vida através da separação de seus pais, passou a ficar revoltado e transparecer seu sofrimento, a tristeza foi tomando o espaço de seu sorriso, mas como Deus não traz o frio sem o cobertor; a sua vovozinha, como costumava chamá-la, o amou incondicionalmente desde o ventre, o amou até mais que a si própria, fazendo tudo quanto o garoto pedia e precisava.
Então, ela o ensinou sobre esse sentimento puro, o qual tem de ser dado até mesmo a quem não merece receber. Ensinou que o amor é a base e tudo vence.
Com o passar dos dias o garotinho foi aprendendo o significado dessa palavra tão poderosa. Que o ajudou a vencer seus traumas e revoltas, mesmo pequeno fez amizades na rua onde vivia, arrancando gargalhadas por onde passava, mostrando que mesmo na dor, o amor, em sua vida prevalecia.

Tem que amar todo mundo, titia! – dizia, sorrindo.

Aos quatro aninhos, Eduardo já tinha evoluído tanto que a terra, para ele, ficou pequena, o Criador preparara uma missão muito maior, em um plano superior, onde o Pequeno-Gigante pudesse voar, ser e estar em paz. Em par com Deus.


Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de colher. - Eclesiastes 3:2 NVT


No último ano da faculdade, tive uma perda muito significativa, mas que pude entender que foi permissão de Deus. O meu sobrinho, o amor da minha vida, quem eu tenho como um filho amado, faleceu com apenas quatro aninhos. Foi um baque tão grande e escrevi este conto em sua homenagem, “O Pequeno- Gigante”, também está publicado em meu primeiro livro. Mas nada que eu escreva pode expressar tamanho sentimento que tenho por ele, meu sobrinho, o meu anjo
que me olha com seu encanto, a quem posso ver quando contemplo o céu, aquela estrelinha mais brilhante e doce feito um favo de mel.

Aproveite cada minuto que Deus te conceder para viver! Aproveite este presente chamado vida!


Meu primeiro livro publicado, Caderninho e outros contos:

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